domingo, 11 de setembro de 2011

VIVA A LIBERDADE!











Na janela dos silos
De uma casa de fazenda
Um casal de passarinhos transeuntes
Viram um velho chapéu pendurado:
Não pediram licença ao dono
E e logo dele se apossaram!
O casal começou a construir seu ninho,
Não desconfiavam que uma certa menina
De longe lhes espreitava!


Dia a dia traziam gravetinhos
E preparavam o ninho
Dos filhotes que esperavam!
Lugar melhor não havia,
Pela manhã batia sol dourado,
À tarde sombra e brisa ali chegavam!
Terminada a empreitada
A mamãe passarinho pos ali quatro ovinhos
E encima deles por longo tempo se deitava!
Por fim as cascas romperam
E quatro filhotes pelados nasceram!
A mamãe o dia todo is buscar comida
Para os esfomeados bebês:
De longe trazia sementinhas, insetos
E lagartinhas
E com o seu próprio bico
Na garganta deles depositava!
Sendo mãe de quadrigêmeos
Não sei se ela sabia o qual tinha alimentado!
Os filhotes devagar foram emplumando
E a menina curiosa continuava observando!
À noite a cuidadosa mamãe
Os cobria com suas asas!
Certo dia, já cuidados e emplumados
Prá longe bateram as asas
Prá cuidar de si sozinhos!
A mamãe deixou o ninho
Foi buscar novos carinhos
A menina então pensava:
“Como é bom ser passarinho,
Não pede licença, não paga aluguel,
Não precisa de dinheiro
E sem nenhuma cobrança
Emancipam seus filhinhos!”

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Estorias de papagaios


Sou apaixonada por estas avesinhas, alegres coloridas, cuiriosas e acima de tudo falantes! Temos mais que dever de colaborar com a sua preservação!
Em Salvador tinha uma amiga que gostava de liberdade, por isto morava sozinha num quarto e sala.
Era no banheiro que criava seu amigo papagaio. Contava ela que de manhã,
ao abrir a porta do banheiro ele olhava para ela e perguntava: "Bom Dia, Edite, dormui bem?"


 Meu marido conta que vindo do Rio de Janeiro passar férias na casa de uma irmã no interior da Bahia, se deparou com um papagaio que se quedou por ele,
para todo canto da casa que ele ia o bichinho o acompanhava.
Certa vez, marcou uma reunião com uns amigos e a avezinha ficou enciumada;
faltando-lhe paciência, deu-lhe um pota pé e falou áspero com ele.
A partir deste dia nunca mais ninguém viu o papagaio. Coincidência ou não
é caso prá se pensar
Este foi exibido na TV para cantar o Hino Nacional, lembram-se?
Sabe-se que além de falar, reconhece e ama as pessoas da casa.
Não é fantástico isto, partindo de um serzinho de estrutura tão limitada?!...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Homenagem às amiguinhas dos anos dourados

Era uma adolescentezinha, e na cidade onde eu morava  no interior da Bahia, tinha uma avenida chamada Rua do Cais, embora não tivesse mar. Era lá que nos finais de semana a garotada se reunia para ouvir Celly Campello, dar uma piscadinha d'olhos...  aquelas coisinhas sutís dos anos quase  dourados!
Lá encontrávamos os amigos, colocávamos em dia o papo, tudo ao som de "Banho de Lua:"
"Tomo banho de lua/fico branco como a neve/ o luar é meu amigo/ censurar ninguém se atreve/ como é bom sonhar contigo/luar tão cândido!
E assim íamos e voltávamos na famosa ruazinha; às vezes a lua estava linda mesmo e nós a contemplávamos com alegria mágica! Naquele época,São Jorge ainda morava lá, montado em seu cavalo branco matando dragões!...
Do serviço de alto falantes ouvia-se: Alô, alô, Maria, ouça esta música que alguém dedica a você com carinho, e la vinha novamente a Celly:
"Ana Maria entrou na cabine/ para vestir um biquini legal/mas era tão pequenino o biquini/ que Ana Maria até sentiu-se mal/ ui,uui, ui ui!/era um biquine de bolinha amaralinha/tão pequeniniho/mal cabia na ana Maria/era um biquine de bolinha amarelinha/tão pequenininho/ que na palma da mão se escondia!
Era bem diferente dos "bailes funkes" e das" boites" dos dias  atuais! Era tudo tão suave, tão inocente, que não dá prá comparar.  Sou uma romântica inveterada: "Leva eu, minha saudade!..."
Lá prá Ruazinha do Cais!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

LEMBRANÇAS


As mães nunca morrem,
Continuam sempre vivas em nós:
Nos nossos atos e atitudes
No nosso jeito de ser:
De olhar, de sorrir, de andar,
De condoer-se ou não...
Tudo que aprendemos
Veio primeiro delas!
Pela vida a fora seguimos
Com o nosso braço sempre
Entrelaçado ao delas!
Nas horas difíceis,
Sentimos falta do carinho,
Da proteção:
Dos chazinhos de cidreira
ou de limão com mel,
Do leite com açúcar queimado...
Para tudo havia um remédio
Cuja eficácia estava mesmo
No mérito do afeto!
Suas citações viraram provérbios:
“O saber morre com seu dono”
“Diz-me com quem andas
e eu te direi quem és”
“Quem boa romaria faz,
em sua casa está em paz!”
As primeiras orações,
Ou cantos que entoavam,
Ficaram prá sempre
Em nossas lembranças
Encantados!
Mãe é alicerce, é padrão,
É força!
Salve o dia a elas dedicado!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A Morte de um Amigo

Quando o meu amigo morreu
De trevas o mundo se encheu,
Quando o meu amigo morreu
O véu sagrado rompeu
Quando meu amigo morreu
O mundo prá mim encolheu!
Poucos dias depois, ia triste pelo caminho
Quando alguém de mim se aproximou:
Quis saber o porquê do meu desencanto
Eu lhe perguntei se era estrangeiro na terra
E lhe contei a causa do meu pranto.
Ele seguiu ao meu lado e fomos conversando,
Alguma coisa nele não me era estranha,
Ao anoitecer, chegamos a minha pousada,
Apresentei-lhe então aos meus familiares.
Na hora da refeição, “ele agradeceu e partiu o pão”
Então eu o reconheci, não tinha dúvidas,
Era meu Amigo  mais Querido!
A alegria se apossou de mim,
”Insisti com ele que ficasse”,
Mas ele seguiu em frente,
 tinha missão a cumprir!
Agora sinto que “sua presença
“Ficou impregnada em mim”!

sábado, 16 de abril de 2011

Páscoa - Tempo de Reflexão



Às vezes nuvens densas ou mesmo uma espécie de véu nos impediam de ver as coisas eternas.
Para que essas nuvens fossem dissipadas, Deus  nos mandou Jesus para nos apresentar o seu
Plano de Salvação.
Apesar de ter sido repudiado pelos judeus seus patrícios,Ele cumpriu bem a sua missão.
O seu discurso causou tal impacto que os políticos e intelectuais do seu tampo ficaram inseguros e 
 traçaram um plano macabro para matá-lo. Assim, foi açoitado, aviltado e crucificado como ladrão.
O Livro Sagrado nos conta  que quando Jesus deu o seu último suspiro, a terra tremeu, houv trevas , e o véu Sagrado do Templo se rasgou
de alto a baixo.
Ressuscitando ao terceiro dia e voltando depois para o Pai,
Este O constituiu nosso “advogado,”somente através dele  podemos ter acesso a Deus.
Com a ressurreição de Cristo, o mistério nos foi revelado, já não há mais nuvens nem véus, podemos ver a Deus através do seu
Filho Jesus.
Para nós cristãos, Páscoa É tempo de meditação!