quarta-feira, 8 de junho de 2011

Estorias de papagaios


Sou apaixonada por estas avesinhas, alegres coloridas, cuiriosas e acima de tudo falantes! Temos mais que dever de colaborar com a sua preservação!
Em Salvador tinha uma amiga que gostava de liberdade, por isto morava sozinha num quarto e sala.
Era no banheiro que criava seu amigo papagaio. Contava ela que de manhã,
ao abrir a porta do banheiro ele olhava para ela e perguntava: "Bom Dia, Edite, dormui bem?"


 Meu marido conta que vindo do Rio de Janeiro passar férias na casa de uma irmã no interior da Bahia, se deparou com um papagaio que se quedou por ele,
para todo canto da casa que ele ia o bichinho o acompanhava.
Certa vez, marcou uma reunião com uns amigos e a avezinha ficou enciumada;
faltando-lhe paciência, deu-lhe um pota pé e falou áspero com ele.
A partir deste dia nunca mais ninguém viu o papagaio. Coincidência ou não
é caso prá se pensar
Este foi exibido na TV para cantar o Hino Nacional, lembram-se?
Sabe-se que além de falar, reconhece e ama as pessoas da casa.
Não é fantástico isto, partindo de um serzinho de estrutura tão limitada?!...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Homenagem às amiguinhas dos anos dourados

Era uma adolescentezinha, e na cidade onde eu morava  no interior da Bahia, tinha uma avenida chamada Rua do Cais, embora não tivesse mar. Era lá que nos finais de semana a garotada se reunia para ouvir Celly Campello, dar uma piscadinha d'olhos...  aquelas coisinhas sutís dos anos quase  dourados!
Lá encontrávamos os amigos, colocávamos em dia o papo, tudo ao som de "Banho de Lua:"
"Tomo banho de lua/fico branco como a neve/ o luar é meu amigo/ censurar ninguém se atreve/ como é bom sonhar contigo/luar tão cândido!
E assim íamos e voltávamos na famosa ruazinha; às vezes a lua estava linda mesmo e nós a contemplávamos com alegria mágica! Naquele época,São Jorge ainda morava lá, montado em seu cavalo branco matando dragões!...
Do serviço de alto falantes ouvia-se: Alô, alô, Maria, ouça esta música que alguém dedica a você com carinho, e la vinha novamente a Celly:
"Ana Maria entrou na cabine/ para vestir um biquini legal/mas era tão pequenino o biquini/ que Ana Maria até sentiu-se mal/ ui,uui, ui ui!/era um biquine de bolinha amaralinha/tão pequeniniho/mal cabia na ana Maria/era um biquine de bolinha amarelinha/tão pequenininho/ que na palma da mão se escondia!
Era bem diferente dos "bailes funkes" e das" boites" dos dias  atuais! Era tudo tão suave, tão inocente, que não dá prá comparar.  Sou uma romântica inveterada: "Leva eu, minha saudade!..."
Lá prá Ruazinha do Cais!